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Custos Ocultos na Compra de um Imóvel: ITBI, Cartório e Tudo o Que Você Precisa Saber

  • há 12 horas
  • 5 min de leitura

Você pesquisou, visitou, negociou e finalmente fechou o preço do imóvel dos seus sonhos em São Bernardo do Campo. Parabéns! Mas atenção: o valor combinado com o vendedor não é o único custo que você vai pagar. Existem taxas, impostos e encargos obrigatórios que podem representar entre 5% e 10% do valor do imóvel — e que muitas pessoas descobrem apenas na hora de fechar o negócio.

Para que você não seja pego de surpresa, a Imobiliária Vitória preparou este guia completo com todos os custos extras na compra de um imóvel: o que são, quanto custam e como se planejar para cobri-los.

Por Que Existem Custos Além do Preço do Imóvel?

A compra de um imóvel envolve uma série de atos jurídicos e administrativos que precisam ser formalizados perante o poder público. Cada um desses atos gera custos específicos: há impostos devidos ao município, taxas pagas ao cartório, honorários profissionais e despesas bancárias no caso de financiamento. Entender cada um deles é essencial para montar um orçamento realista antes de iniciar a busca pelo imóvel.

1. ITBI — Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis

O ITBI é um imposto municipal cobrado toda vez que um imóvel muda de dono por ato oneroso (compra e venda). Ele é pago pelo comprador e é obrigatório para que a escritura seja lavrada.

  • Alíquota em São Bernardo do Campo: 2% sobre o valor venal de referência ou sobre o valor da transação, prevalecendo o maior.

  • Exemplo prático: em um imóvel de R$ 500.000, o ITBI será de R$ 10.000.

  • Quando pagar: antes da lavratura da escritura pública.

  • Isenção: imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa Minha Vida (faixas 1 e 2) podem ter isenção total ou redução significativa.

2. Escritura Pública no Cartório de Notas

A escritura pública é o documento lavrado pelo Tabelião de Notas que formaliza a transferência do imóvel. Ela é obrigatória em compras à vista de imóveis acima de 30 salários mínimos. No caso de financiamento bancário, a escritura é substituída pelo contrato de financiamento (Instrumento Particular com Força de Escritura Pública), o que reduz esse custo.

  • Custo: varia conforme o valor do imóvel, seguindo tabela fixada pelo Tribunal de Justiça de SP. Para um imóvel de R$ 500.000, o custo gira em torno de R$ 3.500 a R$ 5.000.

  • Dica: você pode consultar o simulador de custos do Colégio Notarial do Brasil para obter uma estimativa precisa.

3. Registro de Imóveis no Cartório de Registro

Após a escritura (ou assinatura do contrato de financiamento), o documento precisa ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição onde o imóvel está localizado. Somente após o registro o comprador se torna, de fato, o proprietário legal do imóvel.

Importante: sem o registro no Cartório de Registro de Imóveis, a transferência de propriedade não tem validade jurídica perante terceiros — mesmo que você já tenha pago tudo e esteja morando no imóvel.
  • Custo: também segue tabela do TJSP. Para um imóvel de R$ 500.000, o registro pode custar entre R$ 2.500 e R$ 4.000.

4. Comissão do Corretor de Imóveis

A comissão do corretor é regulamentada pelo CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) e é paga, em geral, pelo vendedor. No entanto, em algumas negociações, parte desse custo pode ser repassada ou influenciar o preço final. Vale entender como funciona:

  • Imóveis residenciais: 6% a 8% do valor de venda (padrão CRECI-SP).

  • Imóveis comerciais: 6% a 10%.

  • Quem paga: em regra, o vendedor. Mas negocie essa questão com clareza antes de fechar o negócio.

5. Custos do Financiamento Bancário

Se você vai financiar o imóvel, há custos específicos do processo bancário que entram na conta:

  • Avaliação do imóvel (PTAM): o banco contrata um engenheiro ou arquiteto para avaliar o imóvel. Custo médio: R$ 800 a R$ 2.000.

  • Seguro habitacional obrigatório (MIP e DFI): inclui seguro de vida/invalidez e seguro contra danos ao imóvel. Esse valor já costuma vir embutido na parcela do financiamento, mas vale verificar.

  • Taxa de abertura de crédito (TAC): alguns bancos cobram, outros já eliminaram essa taxa. Verifique no CET (Custo Efetivo Total) do seu contrato.

  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): incide sobre o valor financiado. Em operações de crédito imobiliário, a alíquota é reduzida (0,38% fixo + 0,0082% ao dia), mas o valor pode ser relevante em financiamentos altos.

6. Outros Custos que Entram no Orçamento

Além dos custos principais listados acima, existem outros gastos que podem surgir dependendo do perfil da compra:

  • Despachante imobiliário: profissional que organiza toda a documentação e cuida dos trâmites junto aos cartórios. Custo médio: R$ 800 a R$ 2.500.

  • Certidões negativas: o vendedor deve apresentar certidões de débitos fiscais, trabalhistas e judiciais — mas é prudente que o comprador também verifique. Algumas certidões são gratuitas (online), outras têm custo.

  • Vistoria técnica: especialmente recomendada em imóveis usados. Custo médio: R$ 500 a R$ 1.500.

  • Reformas e adaptações: não são custos cartorários, mas devem entrar no planejamento financeiro da compra.

  • Mudança e instalação: o custo de mudança pode variar bastante dependendo da distância e do volume.

Quanto Guardar no Total? Simule Aqui

Para ter uma ideia clara, veja a estimativa de custos adicionais para um imóvel de R$ 500.000 em São Bernardo do Campo:

  • ITBI (2%): R$ 10.000

  • Escritura pública: R$ 4.000 (estimado)

  • Registro de imóvel: R$ 3.000 (estimado)

  • Avaliação bancária e outros custos do financiamento: R$ 1.500

  • Vistoria técnica + certidões: R$ 1.000

  • Total estimado de custos extras: R$ 19.500 a R$ 25.000 (aproximadamente 4% a 5% do valor do imóvel)

Como Se Planejar para Esses Custos

A principal dica é: inclua esses custos no seu planejamento financeiro desde o início da busca pelo imóvel, não depois de encontrá-lo. Veja como:

  1. Reserve entre 5% e 10% do valor do imóvel em caixa apenas para custear as taxas e despesas cartoriais.

  2. Consulte seu banco antes de fechar negócio para entender todos os custos do financiamento (peça o CET — Custo Efetivo Total).

  3. Verifique se você tem direito à isenção ou redução do ITBI (Minha Casa Minha Vida, primeiro imóvel, etc.).

  4. Consulte um corretor de imóveis de confiança — ele pode orientar sobre todos esses custos e ajudá-lo a evitar surpresas.

  5. Considere o uso do FGTS não apenas para a entrada, mas também para amortizar parte das taxas — verifique as regras com seu banco.

A Imobiliária Vitória é a Sua Parceira em Todo o Processo

Navegar por todos esses custos, prazos e documentos pode parecer complicado — mas não precisa ser. Na Imobiliária Vitória, nossos corretores estão preparados para orientar você em cada etapa da compra do seu imóvel em São Bernardo do Campo, desde a busca pelo imóvel ideal até a assinatura do registro.

Entre em contato conosco e descubra como tornar a compra do seu imóvel uma experiência tranquila, segura e sem surpresas.

 
 
 

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